Poema das doze moradas
Year of Creation: 2016 | Published: 2016-04-18 | Theme: Metapoesia

As palavras que deveriam servir a este átrio de prece
Regressariam de longe, da terra distante, do Monte Olimpo
E dos seus doze deuses, o murmúrio que lhes ateasse o espírito,
Nova morada teria para com sua alegria nenhum despojo menor.
 
À virtude celeste poucos predicados se exigem, se não forem de graça,
Oferecidos como um lar pelas mãos de Héstia,
Ou um cultivo fértil de trigo pelo cuidado de Deméter.
Os anelos íntimos do poema não são outra lealdade que não a de Hera.
 
Embora feita de pueris bulícios, cada sílaba traz o mundo inferior de Hades;
Quieta, porém, cada letra revolve o espaço como um mar agitado de Poseidon;
Calada, ainda assim, cada evocação do verso irradia como um trovão de Zeus.
 
Mas, apenas retornaram, no veloz esforço de Hermes, a luz que Apolo não previu,
O fogo que Hefesto não consentiu, a flecha com que Ártemis falhou o alvo.
Ficou, para ser cantado, um silente grito de guerra de Ares para Atena.
 
Onde deveriam estar estas palavras, nenhum Dionísio adivinhou a loucura que serviu
A sede de ser lido apenas o silêncio de se ser salvo.

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